Monthly Archives: October 2018

Eleição da OAB-MA: Escolha do vice estaria ocasionando crise no grupo de Thiago Diaz

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De onde virá o vice de Thiago Diaz: São Luís ou Imperatriz?

Por conta dos interesses antagônicos, já era dado quase como certo que cedo ou tarde, o grupo de dissidentes dos movimentos ‘União & Força’ [comandado por Pedro Alencar] e ‘Repense’ [de Roberto Feitosa], que se articularam em torno da candidatura do presidente da OAB-MA, Thiago Diaz, estaria estremecido pelo choque de interesses, por causa da disputa pela vaga de candidato a vice-presidente da entidade.

Segundo comenta-se nos bastidores da advocacia, a discórdia se instalou no grupo “A Renovação Continua” – depois que Thiago teria se comprometido a acatar sugestão de indicação, por um grupo de jovens advogados imperatrizenses, para que seu companheiro de chapa viesse de Imperatriz. No entanto, atraídos com a mesma promessa, aliados de outra uma ala do movimento em São Luís, estariam pressionando o ‘cabeça de chapa’ para cumprir acordo firmado de outrora.

Se verdade ou mentira, certamente, hoje(24), até as 18h00, a veracidade de tal informação será confirmada ou não, quando se encerrará o prazo para registro de candidaturas. Até o momento apenas duas chapas concorrem ao pleito. A Chapa 1  – “Reconstruir é a Ordem”, encabeçada pelo advogado Mozart Baldez e a Chapa 2 – “OAB de Verdade”, sob o comando do jovem Carlos Brissac.

A crise detonada com a escolha do vice causa alguns danos no grupo liderado por Thiago Diaz e gera uma nuvem de incerteza no futuro do seu grupo. O caldeirão de interesses tornou todo o seu trabalho de articulação uma via sinuosa, escorregadia e traiçoeira, que poderá lhe obrigar a contrariar o óbvio e optar pelo inesperado.

No caso da montagem da chapa que vai concorrer nas eleições deste ano da OAB, o seu contraponto precisa ser Imperatriz, que é o segundo maior colégio eleitoral, o que poderá dar um poder de fogo muito maior a sua tentativa de reeleição.

Em contra partida, Diaz não pode deixar de privilegiar a capital maranhense, onde tem o maior desgaste de sua administração. Por conta disso, uma grande operação está em curso para encontrar um meio termo.

De qualquer forma, nos grupos de aplicativos de trocas de mensagens a informação de que a “Princesa do Tocantins” poderá sofrer com mais uma traição envolvendo lideres da advocacia maranhense, pois não custa lembrar a surpreendente decisão do advogado Pedro Alencar [que é atual vice-presidente da OAB-MA], em abrir mão de sua pré-candidatura e deixar o pleito, sem comunicar os aliados imperatrizenses, para declarar apoio ao rival Brissac.

Agora, diante da possibilidade de tamanho imbróglio, uma pergunta insiste em não calar: será que os advogados do segundo maior colégio eleitoral serão novamente traídos?

Mozart Baldez é o primeiro a registrar chapa para a eleição da OAB-MA

O advogado criminalista Mozart Baldez registrou nesta segunda-feira (22/10), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), a chapa RECONSTRUIR É A ORDEM, que estará disputando à presidência da entidade nas eleições deste ano. A chapa recebeu o número 1. Após o ato oficial, o candidato se comprometeu a intensificar a luta pela defesa das prerrogativas advocatícias e pela melhoria da situação degradante vivida hoje pela advocacia no estado.

Baldez afirmou que seu projeto não é de poder e que é contra o instituto da reeleição. “Quero reconstruir a OAB. Somos um grupo novo, composto por jovens e experientes advogados. Nunca ocupei nenhum cargo na OAB. E minha primeira medida, se eleito, será tornar a instituição mais transparente. Além disso, pretendo resgatar a dignidade dos colegas advogados. Para isso, precisamos de uma gestão técnica voltada para a categoria”, destacou.

Outro ponto importante, segundo o causídico, diz respeito às ações de atualização jurídica e entrosamento social entre os advogados, pois a Caixa de Assistência dos Advogados do Maranhão (CAAMA) e a Escola Superior da Advocacia (ESA), por exemplo, têm acesso limitado para promover suas atividades em municípios distantes da capital.

Além de se comprometer na defesa das prerrogativas advocatícias, Baldez afirmou que pretende intensificar a luta pela melhora do Judiciário, pois, segundo ele, o que mais prejudica o exercício da advocacia no interior “é a ausência de servidores, juízes, promotores e defensores públicos dispostos a residir nos municípios mais distantes da capital”.

“Este déficit no Judiciário por vezes atrasa o andamento de processos mais simples de resolução”, explicou ele, acrescentando que a falta de câmaras e tribunais de segunda instância mais próximos dos grandes municípios, também contribuem para a morosidade da Justiça.

Inédito

O registro da candidatura de Baldez registra um fato inédito: pela primeira vez na história da OAB-MA, um advogado do campo de oposição é o primeiro a registrar uma chapa, pois, quem está no comando da entidade é quem teria as condições adequadas para fazer o primeiro registro entre os postulantes. Como foi o primeiro inscrito para o pleito, o grupo batizado com o nome “Reconstruir é a Ordem”, vai concorrer com número 1.

Para a secretária adjunta da chapa, advogada Ionara Pinheiro Bispo, ser o primeiro a registrar chapa, representa organização, união e competência para gerenciar a OAB-MA. “O nosso grupo veio como uma nova filosofia de valorização da advocacia. Por isso, ser o primeiro a registrar a chapa representa organização, união e competência para gerenciar a OAB-MA”, destacou.

Famem: oposição cresce, Tema reage e cria assessoria na entidade

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Após um grupo de prefeitos se movimentar e opor-se ao projeto de reeleição do presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema (PSB) [prefeito de Tuntum], o socialista reagiu, viabilizou agenda em Brasília e criou uma assessoria técnica na entidade para dar suporte aos municípios.

A movimentação de Tema é o resultado de uma pressão imposta pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), aliado do deputado federal e senador eleito, Weverton Rocha (PDT).

Na última sexta-feira, Tema articulou uma agenda em Brasília com a justificativa de ‘luta’ em favor dos municípios do Maranhão.

Ele se reuniu com a secretária de Relações Financeiras Intergovernamentais da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Priscila Santana; com o coordenador geral do órgão, Renato Andrade e com o subgerente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas –Atricon, João Lopes Conde.

Ontem, anunciou a criação de uma assessoria para auxiliar municípios na cobrança de tributos. Ele afirmou que a iniciativa tem por objetivo garantir a recuperação de recursos tributários dos últimos 5 anos das empresas prestadoras de serviços instaladas nos municípios, além da capacitar os gestores.

A movimentação intensa de Tema ocorre no fim do seu mandato.

“Já demos o pontapé inicial visitando as instituições financeiras. Tanto o Banco do Brasil como o Bradesco colocaram-se a disposição da federação para que possamos intermediar através deste novo setor, os valores que por ventura sejam devidos aos municípios pela prestação de serviços bancários”, afirmou o presidente da entidade.

Ele também anunciou para as próximas semanas, uma espécie de incursão às demais instituições financeiras e em empresas de telefonia celular.

Aumentou – Erlânio Xavier, que se articula para a disputa do comando da Famem em eleição prevista para o mês de janeiro de 2019, já conta com o apoio de 62 prefeitos.

Ele reuniu ontem uma parte do grupo que faz oposição a Tema e marcou posição na disputa. Os prefeitos assinaram um documento e sinalizaram por renovação na entidade.

A movimentação de Erlânio – que conta com o suporte de Weverton Rocha -, impediu a antecipação da eleição na Famem. Tema havia marcado o pleito para o dia 10 deste mês, mas não conseguiu o apoio necessário.

Tema cobra de Flávio Dino uma atuação mais enérgica para a consolidação de sua reeleição na entidade.

Facebook decide remover 68 páginas e 43 contas pró-Bolsonaro

O Facebook removeu na segunda-feira, 22, um grupo de 68 páginas e 43 contas da rede social que, juntas, formavam a maior rede pró-Bolsonaro da internet. Segundo a empresa, os donos dessas páginas violaram as políticas de autenticidade e spam ao criar contas falsas e múltiplas contas com os mesmos nomes para administrar essa rede. O conteúdo compartilhado pelas páginas não teve influência sobre a decisão do Facebook.

Juntas, essas páginas, controladas por um grupo chamado Raposo Fernandes Associados (RFA), tinham mais engajamento na internet do que jogadores e artistas mundialmente famosos, como Neymar, Anitta e Madonna.

O caso veio à tona após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicar uma investigação sobre a RFA em parceria com a ONG americana Avaaz. A matéria mostrou como um casal – o advogado formado pela USP Ernani Fernandes e sua mulher, Thais Raposo – montou um “império” de páginas e sites com apoio de conhecidas figuras conservadoras no País, como Alexandre Frota e Marcello Reis, do Revoltados Online. O Facebook investigava a rede há meses em sigilo.

No dia 12 deste mês, o Estado revelou que somente nos últimos 30 dias, os endereços dessa rede pró-Bolsonaro alcançaram 12,6 milhões de interações no Facebook – ou seja, o total de reações a postagens, comentários e compartilhamentos. Mais de 16 milhões de pessoas seguem essas páginas. Nos mesmos 30 dias, o jogador Neymar acumulou 1,1 milhão de interações, a cantora Anitta conseguiu 574,8 mil e Madonna, 442,5 mil.

“Autenticidade é algo fundamental para o Facebook, porque acreditamos que as pessoas agem com mais responsabilidade quando usam suas identidades reais no mundo online. Por isso, exigimos que as pessoas usem seus nomes reais e também proibimos spam, uma tática geralmente usada por pessoas mal intencionadas para aumentar de maneira artificial a distribuição de conteúdo com o objetivo de conseguir ganhos financeiros”, diz a nota do Facebook.

A empresa que administra o grupo é a Novo Brasil Empreendimentos Digitais Ltda, de propriedade do advogado Ernani Fernandes Barbosa Neto e de Thais Raposo do Amaral Pinto Chaves. As páginas da rede são sempre identificadas com a sigla RFA na descrição.

Embora se declarasse como independente, a rede administrava endereços como Apoio a Jair Bolsonaro e, durante a divulgação dos resultados do primeiro turno, comemorou nas páginas vitórias como a dos candidatos Eduardo Bolsonaro e Janaina Paschoal, ambos do PSL.

Procurado pela reportagem, o advogado Ernani Fernandes e sua mulher, Thais Raposo, não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

“Para quem está morrendo afogado, jacaré é tronco”, diz Roberto Rocha a Zé Reinaldo

Por Roberto Rocha

Eu perdi uma eleição amarga, enfrentando duas máquinas onipresentes na política do Maranhão, e ainda o surgimento de um novo fenômeno político nacional que contribuiu para afastar as possibilidades do PSDB surgir com chances de crescimento.

De todos os grandes partidos, fomos o único com presença nacional que não se aliou às duas candidaturas principais.

Minha candidatura, montada pelo PSDB para ajudar o palanque de Geraldo Alckmin – homem público que honra a vida nacional – representou um esforço enorme que, por conta das circunstâncias que todos conhecem, acabou num ponto cego do radar eleitoral.

Ainda assim, não sou daqueles que buscam culpados para as vicissitudes da política. Há que aprender as lições e seguir em frente. Por isso estranhei quando o ex-governador José Reinaldo, de posse dos resultados eleitorais, apontou um único culpado pela derrota de seu pleito. E esse culpado seria eu!

Mas não fui eu que ofereci a ele a única chance de competir por um partido com tempo de televisão e fundo eleitoral? Não fui eu quem prestigiou a sua chegada ao PSDB com a presença em meu gabinete de lideranças nacionais do partido?

E pior, ele ainda guarda palavras de elogio em seu artigo ao atual governador, que de forma infame o escorraçou, e guarda silêncio a quem com tanto sacrifício, Madeira e Alckmin, lhe dispensaram todas as honras para viabilizar a sua candidatura.

Para agradar o governo comunista, e conseguir no próximo ano um emprego, será que precisa ser tão medíocre?

“A mão que afaga é a mesma que apedreja”, lembrando os versos do poeta Augusto dos Anjos, que compara a ingratidão a uma pantera.

Não posso deixar de lembrar disso, ao saber a bisonha explicação que foi a ausência do filho de um ilustre vereador de Caxias na sua chapa que tirou-lhe as chances de competir. O que mais dizer?

Que todos os candidatos a deputado do partido assinaram um documento manifestando apoio a candidatura de Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, mas que eu contornei, e depois de muita conversa acatamos a indicação da irmã do prefeito de Pinheiro para compor a chapa de José Reinaldo? Que ele foi o único que recebeu 100% da verba do fundo eleitoral, a que nem mesmo eu recebi integralmente? Que fez sua campanha no Rádio e na TV e nos impressos sem citar os nomes dos candidatos a governador e presidente da República do partido que financiava sua campanha?

Ele sabe que eu só tinha a candidatura registrada, mas na maior parte do tempo fiquei com minha família, por causa do grave problema de saúde com meu filho. Sabe que estou em São Paulo, com meu filho, que está internado no hospital fazendo quimioterapia. Sabe que bem no início da campanha meu filho teve agravado seu estado de saúde. Sabe que naquele momento só não retirei oficialmente a candidatura para não ser acusado de estar a serviço do adversário. Sabe que os poucos programas que gravei eram frequentemente repetidos, e que no final foi contratada uma atriz porque não conseguia mais gravar. Ele sabe que esperei, em casa, a única oportunidade de estabelecer o contraste, a diferença, entre os candidatos a governador, que foi o debate da Globo/Mirante. Nunca fui a uma reunião com nossa equipe para me preparar para esse debate, que foi o primeiro da minha vida. E foram feitas quase 10 reuniões.

Fiquei em casa, vivendo os dias mais difíceis da minha vida, à beira de uma depressão, bebendo para dormir, e acordando para beber.

Uns preferem se drogar, outros se suicidar, a minha fuga da realidade era dormir. Nunca chorei tanto em minha vida, mas escondido.

Não é tarefa fácil para um pai parecer forte diante da enfermidade grave de um filho querido e amado. Eu pensava que era um homem forte, mas agora eu conheço minhas maiores fraquezas, meus limites.

Então agora, com os resultados conhecidos, o culpado pela derrota do ex-governador e do PSDB foi Roberto Rocha? Decerto ele sabia, desde o início, do tsunami eleitoral que varreria o pleito. Decerto sabia que ainda assim, a bordo do PSDB, teria a única chance de vitória. Ele diz que foi uma exceção, num deserto de ideias. Que foi o único que discutiu propostas para o Maranhão. Pois é. Durma-se com um barulho desses.

Termino mais uma vez lembrando o poeta. “Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera. Somente a ingratidão, esta pantera, foi tua companheira inseparável.”

E meu saudoso pai me ensinou: “Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas”. E eu completo: Para quem está morrendo afogado, jacaré é tronco.

* Roberto Rocha é senador

PDT quer nulidade da eleição após denúncia de uso de fake news

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O PDT prepara uma ação para pedir à Justiça Eleitoral a nulidade das eleições deste ano, após as denúncias de práticas ilícitas no uso de redes sociais por parte da campanha do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou ontem o presidente nacional do partido, Carlos Lupi.

Segundo Lupi, cujo partido teve o candidato Ciro Gomes em terceiro lugar no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto, a equipe jurídica do PDT ainda estuda a forma e o conteúdo da peça a ser apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Estamos preparando uma ação. Ainda não está pronta, o jurídico está examinando o termo exato e por isso ainda não soltei”, disse o presidente do partido.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo de ontem apontou práticas ilícitas no uso de redes sociais por parte da campanha do candidato do PSL à Presidência. O jornal afirma que empresários têm bancado a compra de distribuição de mensagens contra o PT e a favor de Bolsonaro por WhatsApp, em uma prática que se chama pacote de disparos em massa de mensagens, e estariam preparando uma operação para a próxima semana, antes do segundo turno.

Adversário de Bolsonaro no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, o candidato do PT, Fernando Haddad, acusou Bolsonaro de criar uma “verdadeira organização criminosa com empresários que, mediante caixa dois, dinheiro sujo, estão patrocinando mensagens mentirosas no WhatsApp”.

O PT entrou com um pedido para que a Polícia Federal investigue a utilização deliberada de notícias sabidamente falsas (as “fake news”), doação não declarada de verbas do exterior, propaganda eleitoral paga na internet e, por fim, a utilização indevida do WhatsApp.

Reação
O candidato do PSL usou o Twitter para responder ao petista Fernando Haddad, depois que este citou matéria da Folha de S.Paulo sobre empresas que estariam comprando pacote de mensagens contra o PT e voltou a acusar o capitão reformado de espalhar “fake news”.

Segundo Bolsonaro, o “PT não está sendo prejudicado por ‘fake news’, mas pela verdade”. “Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”, escreveu.

Minutos depois, o candidato do PSL fez outra publicação, na qual questiona: “Quem é o ‘Avião’ na lista da Odebrecht?”. Trata-se, aparentemente, de uma referência à vice de Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB), que teria esse apelido na lista de pessoas que teriam recebido doações do setor de propina da Odebrecht, segundo delatores da empresa. Manuela já negou essa acusação e disse que todos os valores que recebeu na campanha de 2012 fo­ram devidamente declarados

Ex-prefeito de Arari é condenado por irregularidades em licitação e arrecadação

O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da Comarca de Arari (MA), condenou o ex-prefeito da cidade, Leão Santos Neto, em Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa proposta pelo Ministério Público estadual e fundamentada em decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

A sentença fixou as penas de ressarcimento integral do dano (R$ 17.130,43), com juros de mora de 1% ao mês e correção monetária pelo INPC; perda da função pública – caso a exerça; suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos; pagamento de R$ 34.260,86 de multa civil, com juros de mora de 1% ao mês e correção monetária pelo INPC e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos.

O ex-gestor foi denunciado pelo Ministério Público estadual (MP-MA) após terem sido julgadas irregulares, pelo TCE-MA, sua prestação de contas do Fundo Municipal de Saúde, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação e tomada de contas dos Gestores da Administração Direta, referentes ao exercício financeiro de 2007.

De acordo com o Ministério Público, a Corte de Contas detectou irregularidades formais em procedimentos licitatórios realizados no município, para aquisição de combustível e contratação de empresa de serviço médico especializada em radiologia, além do não envio do relatório e do parecer do controle interno sobre a prestação de contas e da ausência de recolhimento do IRRF ao tesouro municipal em pagamentos realizados a credores.

Por essas razões, o MPE pleiteou a concessão de liminar para indisponibilidade dos bens do ex-prefeito e, no final, sua condenação nas penas da Lei nº 8.429/92 (Improbidade Administrativa).

O juiz julgou parcialmente procedentes os pedidos do MPE e condenou o ex-prefeito pela prática dos atos de improbidade previstos na Lei nº 8.429/92.

Ao analisar os documentos contidas no processo, o juiz concluiu que o réu não comprovou o desconto do IRRF, o que constitui irregularidade grave, pois não demonstra o recebimento, pelo Município de Arari, dos recursos da necessária arrecadação. Na aquisição de combustível, como não foi tornada pública a licitação para conhecimento dos interessados, nem divulgado o contrato, ficou notória a omissão dolosa e má-fé em violar o princípio constitucional da publicidade.

O serviço de radiologia contratado por dispensa de licitação, no valor de R$ 45 mil, não poderia ter sido efetivado, além da ausência de inúmeros documentos da Unidade Radiológica Ltda, como estatuto social e alvará de funcionamento, não demonstrando a idoneidade e capacidade da empresa. Nesse caso, no entanto, como não houve prova de que os serviços não foram prestados, não foi constatada lesão ao erário.

Defesa

Leão Santos Neto apresentou defesa alegando não ter sido comprovado prejuízo ao erário ou o seu enriquecimento ilícito. Questionou a prescrição da ação e disse não haver locupletação de verbas pública ou vontade em se beneficiar dos repasses federais por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Argumentou ainda que a sua prestação de contas da administração municipal em 2006 foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Arari.

O juiz assegurou na sentença que, embora o ex-prefeito tenha alegado a aprovação das contas pelo Legislativo Municipal, isso não impede a responsabilização da conduta por improbidade. “Ocorre que o não acolhimento do parecer da Corte de Contas, pela Câmara Municipal, não tem o condão de afastar a responsabilidade civil do agente político, pois o julgamento naquela Casa legislativa tem caráter meramente político-administrativo, enquanto o julgamento do tribunal de Contas é técnico”, observou.

O magistrado também reafirmou que as decisões dessas casas acerca das contas de determinado exercício, prestadas pelo prefeito, não vinculam o Judiciário, principalmente envolvendo improbidade administrativa.

Votos sub judice podem mudar bancadas na Câmara e na Assembleia

Um total de 57.428 votos dados a deputado federal e estadual no Maranhão podem alterar a formação das bancadas partidárias na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Estes votos foram dados a candidatos que tiveram problemas em seus registros – e, portanto, não entraram na contagem oficial – mas podem ser validados em recursos no Tribunal Superior Eleitoral.

O atual deputado estadual Hemetério Weba (PP), por exemplo, obteve 32.328 votos contados em separado. Se eles forem validados no TSE, sua coligação confirmará a reeleição do deputado Edivaldo Holanda (PTC), tirando a vaga do pastor Cavalcante (Pros).

Outro caso envolve o PT e o PDT.

Sayd Zaidan, candidato pelo PT, teve 1.780 votos anulados. Se eles forem validos em recurso, garante a vaga ao também petista Luiz Henrique Souza; quem sai, neste caso, é Ricardo Rios, reeleito pelo PDT.

Na Câmara Federal, a mudança pode ocorrer se o TSE considerar válidos os 23.320 votos de Ricardo Murad (PRP). Neste caso, no cálculo dos quocientes eleitorais, quem ganhará a vaga será Volmer Araújo (PV), que assumirá no lugar de Juscelino Filho (DEM).

Todos estes casos devem ser julgados no TSE antes mesmo da diplomação, prevista para dezembro.

A posse dos eleitos na Câmara e na Assembleia acontece em 1º de fevereiro.

PF cumpre mandados de prisão contra envolvidos em desvio de recursos na Saúde

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O ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad foi preso durante uma operação que apura desvios de recursos públicos. Ele se apresentou à Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (18). Murad é cunhado de Roseana Sarney (MDB), ex-governadora do estado, e foi secretário estadual entre 2012 e 2014, durante o quarto mandato de Roseana no Maranhão.

Trata-se da sexta fase da Operação Sermão dos Peixes, chamada de Peixe de Tobias.

A PF apurou indícios de que, entre os anos de 2011 a 2013, aproximadamente R$ 2 milhões destinados ao sistema de saúde estadual foram desviados para uma empresa sediada na cidade de Imperatriz (MA). A polícia verificou ainda pagamentos mensais a blogueiros.

O advogado de Ricardo Murad, Marcos Lobo, disse que ainda não teve acesso à decisão judicial e que não pode responder sobre o caso.

A prisão de Murad já havia sido pedida em 2015, mas foi negada pelo juiz federal Roberto Carvalho Veloso.

Outra operação
A Polícia Federal também deflagrou uma nova operação para apurar vazamento de informações da primeira fase da Sermão aos Peixes. Ela é chamada de Abscondito II e foi iniciada em 2016. A PF avançou na investigação sobre o vazamento e reuniu prova de que os membros da organização criminosa conseguiram cooptar servidores públicos para a obtenção de informações privilegiadas. Depois, destruíram e ocultaram provas.

Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros para impedir que fosse decretada a perda de tais bens.

Mandados judiciais
Ao todo, considerando as duas operações, foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão temporária.

As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados. Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

As diligências estão sendo realizadas em seis cidades: São Luís, Imperatriz, no Maranhão, Parauapebas, no Pará, Palmas, no Tocantins, Brasília, no Distrito Federal e Goiânia, em Goiás.

Foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor total que supera R$ 15 milhões.