Isaías Rocha

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São Luís tem o maior índice de hanseníase do Maranhão

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) revelam indicies preocupantes sobre a quantidade de pessoas com hanseníase no Maranhão, que é terceiro estado com o maior risco de transmissão, ficando atrás do Mato Grosso e Pará, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em 2015.
Em 2014 o total chegou a 2.951 casos no estado, o maior número de infectados foi registrado em São Luís, com 440 pacientes, em segundo lugar está a cidade de Imperatriz, com 131 casos da doença, Timon vem em terceiro com 142, Caxias com 125 e Açailândia em quinto lugar com 61 neste último ano.
Entre os anos de 2010 a 2014 foram contabilizados 18.660 pessoas com hanseníase no Maranhão. 2.903 na capital, 911 em Imperatriz e 142 em Timon.
Este ano até o dia 22 de abril, foram diagnosticados em todo estado 740 novos pacientes, sendo 115 na capital.
Para tentar diminuir os indicies a SES por meio da Superintendência de Epidemiologia e Controle de Doenças, reforça a importância do fortalecimento da atenção básica nos municípios para que haja o diagnóstico correto e antecipado da hanseníase.
“Trabalhamos para qualificar a assistência, elevar a taxa de cura da doença e a quebra da cadeia de transmissão”, afirma a Superintendente de Epidemia e Controle de Doença, Léa Marcia Melo Da Costa.
A hanseníase, popularmente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae. A doença tem cura, desde que tratada devidamente, com orientação médica e sem interrupção.
“A hanseníase é uma doença causada por bactérias classificadas em quatro tipos: indeterminada, tuberóide, virchowiana e borderline. Os principais sintomas são manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, dormência na região comprometida, aparecimento de caroços ou inchaços e diminuição da força muscular. O local comprometido pode ficar ferido, com o avanço da doença o paciente pode perder partes do corpo, como os dedos das mãos e pés”, explica o médico especialista em dermatologia, Hélio Stenio Neves Noleto.
O médico alerta ainda, para os cuidados com a transmissão da hanseníase que facilmente pode se alastrar, caso o tratamento não seja feito adequadamente. “A doença é contagiosa e sua transmissão é por secreções nasais e por gotículas de salivas. O tratamento é longo, de seis meses a um ano, mas existem aqueles pacientes que são acompanhados por até dois anos”, acrescenta.
O clima quente do Maranhão não contribui para o aparecimento da doença, mas a condição higiênica sim. Para prevenir é importante alimentação saudável, praticar exercícios, tornando o corpo mais resistente à bactéria.
O SUS garante que a atenção ao portador de hanseníase ocorra nos três níveis de atenção: básica, média e alta complexidade. O estado deve garantir a capacidade de normatização, assessoria técnica e avaliação, dos casos. Investimentos na qualificação de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários, também devem ser prioridades do estado.
Em São Luís o Hospital Estadual Aquiles Lisboa e Genésio Rego são referência para diagnóstico e tratamento integral do portador de hanseníase no Maranhão, que é essencialmente ambulatorial.
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