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“Ninguém mais nasce em Rosário”, denuncia gestor Regional de Saúde

O gestor de Saúde da Unidade Regional de Rosário, Willame Anceles (PSB) participou da audiência pública sobre a situação da saúde materno-infantil do Maranhão, realizada nesta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa.

Willame Anceles cobrando a retomada das obras do Hospital Regional de Rosário. Foto: Renato Waquim/Rosário Notícias

Presidida pela deputada estadual Valéria Macedo (PDT), a audiência pública abordou os números do aumento da mortalidade materna no estado, a melhoria da assistência obstétrica e neonatal da rede, déficit de leitos e recursos humanos, fechamento de maternidades e a realização de concurso público.

Durante o debate, o rosariense Anceles fez um pronunciamento criticando a prefeita Irlahi Linhares (PMDB) que, segundo ele, proibiu a realização de partos e cirurgias em geral no Hospital SESP, principal unidade de saúde do município. A prefeita já é alvo, inclusive, de uma CPI que investiga irregularidades no setor.

“Ninguém mais nasce em Rosário desde 2013, depois que a gestão municipal proibiu a realização de partos e cirurgias em geral. Toda semana as mães rosarienses vivem uma verdadeira odisseia”, desabafou.

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Ao defender a retomada das obras do Hospital Regional de Rosário, o gestor Regional de Saúde, afirmou que a construção da unidade seria a única forma de Rosário deixar de ‘exportar’ seus nativos para cidades vizinhas.

“Precisamos unir forças para que a obra de construção do Hospital Regional de Rosário se torne uma realidade, pois só assim o município vai deixar de exportar seus nativos para cidades vizinhas”, declarou.

ENCAMINHAMENTOS
Ao final da audiência, foram fixados vários encaminhamentos acerca dos problemas discutidos. As principais medidas são: reunião para discutir a estruturação das regionais com Secretaria de Estado da Saúde, Conselho Regional de Saúde, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Conselheiros Tutelares; exigência de médico plantonista nas maternidades privadas (vigilância sanitária); realização de concurso público para profissionais da saúde; curso de capacitação em obstetrícia para enfermeiras; capacitação de todas as parteiras do estado do Maranhão; solicitação de Mapeamento de Rede; criação de uma Coordenação de Estatística na Secretaria de Saúde; solicitação de informações sobre o Comitê de Monitoramento de Mortalidade Materno, Infantil e Fetal; reestruturar as maternidades já existentes, com equipamentos, reformas e ampliação das casas de parto; fortalecimento e estímulo do Fórum Perinatal; fortalecimento da Rege Cegonha.

E ainda: capacitação em obstetrícia dos médicos e profissionais que trabalham no interior do estado; cofinanciamento do Estado na Política de Atenção Primária em Saúde (Equipe de Saúde da Família, Equipe Saúde Bucal, Laboratório de Prótese Regional e CEOS); avaliação de cobertura da estratégia da saúde da família e incentivo ao aumento dessa cobertura bem como capacitação da equipe; criação de Grupo de Trabalho Paritário para construção de linha de cuidado e definição de linha de cuidado.

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