Isaías Rocha

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Inflação de São Luís é a 3º maior do país

Preço da gasolina foi um dos subitens com as maiores variações percentuais. (Foto: Rafael Cardoso)

Preço da gasolina foi um dos subitens com as maiores variações percentuais. (Foto: Rafael Cardoso)

A capital maranhense registrou em maio o terceiro maior índice inflacionário entre as cidades e regiões metropolitanas no país, segundo pesquisa divulgada na sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, chegou a 0,89% em São Luís, o dobro da média do Brasil, que no mês passado foi de 0,40%.

De acordo com o IBGE, energia elétrica e combustíveis foram os principais responsáveis pela alta da inflação em São Luís no mês de maio. Mesmos fatores que influenciaram para que a região metropolitana de Salvador (BA) registrasse a maior alta do IPCA, com índice de 1,11%, seguido de Campo Grande (MS) com 1,02%. O menor índice foi registrado em Brasília (0,15%), motivado pela queda de 13,91% nas passagens aéreas.

Os itens pertencentes aos grupos de habitação e transportes fo­ram os que mais impactaram no índice de inflação de maio. Segundo os dados, os preços da energia elétrica residencial (variação de 5,57%), que faz parte da habitação, e da gasolina (variação de 3,78%), que faz parte do transporte, foram os subitens com as maiores variações percentuais.

Pode-se afirmar ainda que, no que diz respeito à energia elétrica, a mudança da bandeira tarifária de verde, em abril, onde não houve cobrança adicional, para amarelo, em maio, contribuiu para esse percentual de 0,89% da inflação em São Luís. Também houve aumento de PIS/Cofins, o que também influenciou nessa taxa.

Por outro lado, houve uma redução nos preços do tomate (variação de -7,27%), arroz (variação de -1,99%) e do gás de botijão (variação de -1,85%), itens esses que também fazem parte da cesta de produtos analisados.

A partir de maio, os resultados do IPCA passaram a ser divulgados também para os municípios de São Luís (MA), Aracaju (SE) e Rio Branco (AC), somando-se às regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Cu­ritiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia e Campo Grande. Com isso, são ao todo 16 locais, aumentando a representatividade do Norte e Nordeste no cálculo da inflação do país.

O IPCA de 0,40% registrado no Brasil no mês de maio ficou 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,22% registrada em abril. O acumulado no ano (1,33%) foi o menor para um mês de maio desde a implantação do Plano Real. O acumulado nos últimos 12 meses subiu para 2,86%, enquanto havia registrado 2,76% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2017, a taxa atingiu 0,31%.

O IPCA de maio é o primeiro a incorporar em seu cálculo a nova metodologia de apropriação das variações dos itens mão de obra para pequenos reparos e empregado doméstico. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Artigos de residência (-0,06%) apresentou deflação em maio. Os demais, variaram entre o 0,06% de Educação e o 0,83% de Habitação.

O grupo Habitação apresentou a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados (0,83%) e deu a maior contribuição (0,13 p.p.) para o IPCA. O destaque foi a energia elétrica que, após a alta de 0,99% registrada em abril, subiu 3,53% em maio, correspondendo a 0,12 p.p. no índice do mês. Desde 1º de maio vigora a bandeira tarifária amarela, adicionando a cobrança de R$0,01 a cada kwh consumido.

Ainda no grupo Habitação, o item gás encanado variou 0,91% devido ao reajuste de 1,87% nas tarifas no Rio de Janeiro (1,70%) a partir de 1º de maio. Destaca-se também a taxa de água e esgoto (0,27%), devido aos reajustes de 2,78% nas tarifas no Recife (1,79%) desde 12 de maio e de 5,12% em Curitiba (2,06%), em vigor a partir de 17 de maio.

No grupo Habitação, o item mão de obra para pequenos reparos (-0,10%) passou a incorporar a variação apurada a partir das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), assim como o item empregado doméstico (0,43%), do grupo Despesas pessoais (0,11%). Essas mudanças metodológicas foram divulgadas pelo IBGE em 12 de março, por meio das notas técnicas 02 e 03/2018.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,32% em maio com as áreas variando entre o -0,33% da região metropolitana de Fortaleza e o 0,81% de Campo Grande. Tanto os alimentos para consumo no domicílio (0,36%) quanto a alimentação fora (0,26%) apresentaram aceleração de preços em maio.

Na alimentação no domicílio, no lado das altas, os destaques ficam com a cebola (de 19,55% em abril para 32,36% em maio), a batata-inglesa (de -4,31% em abril para 17,51% em maio), as hortaliças (de 6,46% em abril para 4,15% em maio) e o leite longa vida (de 4,94% em abril para 2,65% em maio). No lado das quedas sobressaem o açúcar cristal (-3,32%), o café moído (-2,28%), as frutas (-2,08%) e as carnes (-0,38%).

Os maiores impactos individuais no índice de maio vieram do grupo dos Transportes (0,40%). De um lado, a gasolina com 3,34% de variação e 0,15 p.p. de impacto e, do outro, as passagens aéreas (-14,71% e -0,05 p.p.). Ainda nesta balança o óleo diesel apesentou alta de 6,16% e 0,01 p.p. de impacto, ante a alta de 1,84% de abril. Já o etanol que em abril registrou queda de 2,73% permaneceu na mesma trajetória com os preços, em média, 2,80% mais baratos e com -0,03 p.p. de impacto.

Nos demais grupos de produtos e serviços destaca-se, no Saúde e cuidados pessoais (0,57%), o plano de saúde (1,06%). Já nos Artigos de residência (-0,06%), o destaque foi o item Tv, som e informática (-1,55%).

Índice

O IPCA é utilizado pelo Banco Central como um medidor oficial da taxa de inflação, oferecendo a variação dos preços para o consumidor final. A pesquisa objetiva saber quais foram os preços cobrados ao consumidor em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos. A coleta dos dados acontece de 1° ao dia 30 do mês de referência, comparados com os preços praticados nos 30 dias anteriores. São considerados nove grupos de produtos e serviços: alimentação e bebidas; artigos de residência; comunicação; despesas pessoais; educação; habitação; saúde e cuidados pessoais; transportes e vestuário.

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