A Procuradoria Geral de Justiça do Maranhão (PGJ) enviou comunicado oficial ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, informando que o município de Turilândia está sob intervenção desde fevereiro deste ano e, devido a isso, a determinação para o retorno de Paulo Curió (União) retornar ao mandato não pode ser cumprida.
O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira, 1, o retorno de Paulo Curió ao mandato de prefeito de Turilândia. Ele foi afastado desde dezembro de 2025 após investigação do MP em desvio de mais de R$ 56 milhões da saúde da cidade.
Curió foi denunciado e é réu neste processo e, na ocasião, foi preso. Em Pedrinhas, o prefeito afastado ficou mais de cinco meses. Ele recebeu liberdade com medidas cautelares em maio deste ano.
Com o afastamento de Curió em dezembro assim como o da vice-prefeita, Janaína Soares e também a prisão domiciliar do presidente da Câmara Municipal, Pelego, o MP pediu à Justiça intervenção em Turilândia. O Tribunal de Justiça analisou o caso e determinou a intervenção no município.
Em fevereiro deste ano, o governador Carlos Brandão (MDB), escolheu e nomeou o defensor público, Thiago Josino, como interventor. Pelo que determinou o TJ, a intervenção tinha duração de 90 dias podendo ser prorrogada. Em agosto deste ano, o primeiro prazo terminou e uma prorrogação de 180 dias foi feita.
Devido a isso, o MP informou ao ministro Alexandre de Moraes que Curió não pode reassumir a cadeira de prefeito. A PGJ aguarda ainda resposta do STF sobre a informação de intervenção. Segundo disse à coluna o procurador geral, Danilo de Castro, há a dúvida se o ministro do Supremo sabia a intervenção e, por isso, o Ministério Público enviou a comunicação.
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