Arquivo mensais:novembro 2020

2020 mostrou que o problema do ‘deserte-se’ não está no lugar, mas nas escolhas

‘Estadista’ Othelino passou a eleição negando, mas no final confirmou a posição dele que o blog já vinha afirmando

De quem é a culpa? Como chegaram até aqui? Como vão sair dessa situação? Estas são perguntas que têm sido feitas para explicar o ‘racha’ dentro da base do governador Flávio Dino (PCdoB) que culminou com a derrota de Duarte Júnior (Republicanos), candidato que estava sendo apoiado pelo chefe do executivo estadual no segundo turno em São Luís.

Pela manhã, ao anunciar pelo Twitter, uma “revisão de alianças” com vistas às eleições de 2022, Flávio Dino tentou atribuir o racha a uma profusão de candidatos que desejam sua cadeira no grupo governista.

Mas será se faz sentido? No meu ponto de vista, não! Se assim fosse, as cúpulas do PCdoB e PDT não seguiriam unidas para reforçar, por exemplo, a candidatura do deputado Marco Aurélio (PCdoB) à Prefeitura de Imperatriz, segunda cidade mais importante do estado.

Apesar da demonstração de força e da união, ambos fracassaram juntos nas urnas na Princesa do Tocantins. Em São Luís, entretanto, o resultado poderia ser diferente, mas o senador Wevertron achou que o candidato não merecia seu apoio, embora Duarte tenha se empenhado em 2018 para lhe eleger senador.

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Usar a desculpa de uma pré-candidatura a governador para não apoiar Duarte é ignorar também o próprio Flavio Dino como líder de um grupo que poderia decidir os rumos da sucessão.

Se esse fosse mesmo o argumento, qual seria o sentido de fortalecer o PCdoB em Imperatriz? A menos que Wevreton esteja jogando duplamente com o deputado Juscelino Filho, presidente do DEM no Maranhão, e tenha fortalecido mais a candidatura do prefeito reeleito Assis Ramos (DEM), em detrimento do projeto do próprio Marco Aurélio.

Lá e cá, PDT e PCdoB fizeram suas escolhas. E cada escolha traz consequências. No entanto, o tempo vai se encarregar de responder daqui há dois anos, algumas dessas perguntas sem respostas, quando iremos descobrir se o problema do ‘deserte-se’ estará no lugar ou nas escolhas erradas.

No meu ponto de vista, entretanto, é que a ‘canalhice’, ‘traição’, ‘safadeza’ e ‘inveja’, não tem hora e nem lugar, podendo acontecer em São Luís, Imperatriz ou até mesmo em Barreirinhas.

 

Flávio Dino sofre revés em São Luís, mas fracasso foi maior para Bolsonaro

Flávio Dino e Bolsonaro fracassaram em seus redutos eleitorais (Foto: Reprodução)

O resultado do 2º turno das eleições em São Luís ganhou holofote na imprensa nacional, tendo como principal assunto a vitória do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) para prefeito de São Luís marcando, além da derrota do seu concorrente direto, Duarte Júnior (Republicanos), um revés para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que participou de atos e pediu votos para o republicano no segundo turno.

Apesar de Flávio Dino também sair derrotado em seu reduto, o resultado negativo para Bolsonaro é mais grave, pois ele está no cargo de presidente com uma projeção maior que do governador maranhense. Por mais que eleições municipais sejam diferentes de uma disputa nacional, um desempenho tão ruim em cidades importantes mostra perda de capital político.

Nas três maiores cidades do País, Bolsonaro pôs suas fichas em candidatos que se saíram mal. A única esperança que lhe restava nesse segundo turno era tentar alavancar o prefeito Marcelo Crivella, mas assim como Dino, Bolsonaro também fracassou no Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral.

No balanço das eleições de 2020 que teve seu desfecho final na noite desse domingo (29), apesar do revés na capital maranhense, Flávio Dino ainda conseguiu eleger mais aliados do que Bolsonaro. Os partidos aliados ao governo maranhense elegeram aproximadamente 180 prefeituras, do total de 216 com resultado definido.

COMPARAÇÃO ENTRE OS PADRINHOS

Segundos dados levantados pelo blog, o PCdoB – partido do chefe do executivo maranhense – é o quarto que elegeu o maior número de prefeitos em todo o estado no primeiro turno, com 22 eleitos, ficando atrás do PDT (41), PL (39) e Republicanos (24), do vice-governador Carlos Brandão.

O apadrinhamento de Bolsonaro, por sua vez, sofreu um fracasso maior nas urnas. Dos 62 candidatos que o presidente pediu voto, apenas 15 foram eleitos, um baque dois anos depois do triunfo, quando o nome do presidente ganhou notoriedade suficiente para gerar uma enorme onda que ajudou a eleger candidatos em todo o Brasil.

ELEITORES MANDAM RECADO NAS URNAS

Os eleitores demostraram que estão insatisfeitos com o modelo de governar da direita e, por outro lado, não querem mais a proposta da esquerda. Ou seja, as urnas almejaram líderes dispostos ao diálogo, com uma moderação que está em consoante com expectativa que existe hoje de forma difusa na sociedade.

Duarte parabeniza Braide e espera que prefeito eleito possa cumprir o que prometeu

Duarte Jr (Republicanos), foi derrotado ontem nas urnas pelo adversário Eudardo Braide (Podemos) no segundo turno das eleições municipais em São Luís. O candidato da Coligação Resgaste o amor pela Ilha, agradeceu em comentário em suas redes sociais os mais de 216mil eleitores que dedicaram a ele seus votos.

Além disso, Duarte parabenizou o candidato vitorioso e desejou a ele uma ótima administração. Segundo ele, Braide pode contar com seu apoio no que for bom para a cidade.

No entanto, o republicano ressaltou que, como deputado, “fiscalizará a próxima gestão municipal para que tudo aquilo que foi prometido na campanha possa ser cumprido”.

Por 63 votos, Sá Marques deixou de ‘herdar’ vaga de Braide em Brasília

A expressão “bater na trave” significa dizer que alguém tenta um objetivo, chega perto, mas não consegue por alguma razão. O ditado popular pode ser usado perfeitamente para definir a situação do vereador Sá Marques (Podemos), nas eleições de 2018, com reflexo nos resultados do pleito de 2020 que teve seu desfecho final na noite desse domingo (29).

Nas eleições deste ano, Sá Marques não conseguiu a reeleição para o próximo mandato na Câmara de São Luís, mas entrará em janeiro de 2021, como uma expectativa muito maior: assumir o mandato de deputado federal em Brasília, embora que temporário.

Se por um lado, ele sofreu um revês em 2020 por outro poderia consagrar sua chegada ao Congresso Nacional se tivesse obtido em 2018 pelo menos 63 votos a mais que o empresário Josivaldo JP, que será o substituto do prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), na Câmara dos Deputados.

Há dois anos, Sá Marques foi candidato a deputado federal pelo PHS e obteve 23.050 votos, que totalizaram 63 sufrágios a menos que o empresário imperatrizense que conquistou 23.113 votos.

No entanto, se ambos tivessem empatados em números de votos, quem herdaria o mandato a partir do ano que vem seria o paralmentar ludovicense, pois segundo a legislação eleitoral, quando dois candidatos terminam empatados, o mais velho acaba sendo beneficiado.

Com atuação em Imperatriz e região, o novo representante do Maranhão em Brasília é natural de Jacundá, no Pará. Com a posse de Josivaldo JP em janeiro, o vereador Sá Marques ficará na expectativa de ascender ao mandato com possíveis licenças de dois titulares: o próprio JP e o Pastor Gildenemyr, que trocou o PMN pelo PL.

Josimar de Maranhãozinho constrói caminho próprio com coragem e ousadia

Deputado federal faz o oposto do prefeito Edivaldo que, por covardia, se isolou na ‘neutralidade’ e agora tem possibilidades de cair no ostracismo.

Maranhãozinho, um caminho construído pela ousadia de quem tem coragem de enfrentar seus medos

Algumas pessoas acreditam erroneamente que a coragem é a ausência de medo, mas, na verdade, é o contrário. Todos os corajosos têm medo sim, porém, mesmo com medo eles enfrentam as situações apesar do temor ser latente frente aos riscos. A diferença entre o corajoso e o covarde é que o covarde não toma atitude nenhuma, já o corajoso toma ação e enfrenta a situação.

O tema oportuno veio à tona nestas eleições em São Luís evidenciando duas formas de fazer política: a forma que tem a covardia como base de suas ações e a forma que tem como pilar a coragem. A primeira, pode ser representada pelo prefeito Edivaldo Júnior, com sua ‘neutralidade’ quase parcial. A segunda, foi demonstrada, brilhantemente, pelo deputado Josimar de Maranhãozinho.

Entre a covardia e a coragem na política, o presidente regional do PL optou pela segunda opção e saiu vitorioso das urnas com mais de 40 prefeitos eleitos. Daí a compreensão bem existencial do enunciado: não ter medo de termos coragem.

Na capital maranhense, ao assumir o comando político da campanha de Duarte Jr, Maranhãozinho mostrou a coragem que marca os grandes líderes políticos e se põe como alternativa de poder em âmbito estadual, independente do resultado das eleições deste domingo.

Do governador Flávio Dino (PCdoB) ao prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos), passando pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo deputado estadual Duarte (Republicanos), a história da política maranhense sempre mostrou que as lideranças se formam sempre entre os que têm coragem, por isso mesmo Edivaldo perdeu com a covardia do silêncio.

A popularidade do prefeito que hoje está na casa dos 40% tende a desaparecer com ele no próximo dia 31 de dezembro, quando deixará o mandato. Sua perspectiva política, entretanto, ainda é uma incógnita.

Se Edivaldo foi medroso em ser corajoso, Maranhãozinho teve coragem para enfrentar o medo. O primeiro tende a cair no ostracismo logo no ano que vem, enquanto o segundo vai colher os ‘louros’ de sua ousadia.

Nas rodas de conversas ouvimos e falamos que a política é um espaço traiçoeiro e que a lógica do mais “esperto” muitas vezes prevalece. No entanto, na maioria das vezes é preciso não ter medo de ter coragem. Flávio Dino, por exemplo, só é governador por que teve a coragem que outros de sua geração não tiveram em 2010, sendo eleito em 2014.

Eduardo Braide só virou prefeito eleito por que teve a coragem que muitos colegas não tiveram primeiro em 2016 e agora em 2020. Neste time de corajosos já pode ser incluído o deputado Josimar de Maranhãozinho, que resolveu marcar posição em um terreno próprio, ao lado de Duarte Júnior – e agora com o vice-goverandor Carlos Brandão ao seu lado – já apostando nas eleições de 2022.

Pode dar certo ou pode não dar, mas o fato é que Maranhãozinho não se eximiu de tentar. A ousadia de Duarte, com apoio de Maranhãozinho, vinha incomodando quatrocentões da classe política desde o início do primeiro turno, muitos acovardados pela própria incapacidade de iniciativa, reféns que são de mandatos ou de espaços públicos de poder.

E diante desta postura, logo vem-me à mente a frase do filósofo grego Aristóteles que diz “a coragem é a primeira das qualidades humanas, pois garante todas as outras”. Portanto, Maranhãozinho entra agora no plantel dos que ousam, enquanto Edivaldo corre o risco de voltar para plateia.

E o futuro da politica e do Maranhão são daqueles que enfrentam seus medos e ousam. Gostem ou não os que apenas olham, principalmente os covardes que optam pelo silêncio e neutralidade.

Duarte perde a eleição com o dobro do crescimento de Braide do 1º para o 2º turno

Candidato do Republicanos  registrou uma evolução de 91,01% contra 39,77% do rival

Depois de uma longa e agressiva campanha eleitoral, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) saiu vitorioso representando um salto no escuro: ganhou com um crescimento duas vezes menor que do rival Duarte Júnior (Republicanos).

Uma evolução que causou perplexidade em todo o mundo, apesar do resultado negativo. A surpresa foi maior após a constatação de que o apoio dos ‘desertores’ não contribuíram tanto com a eleição do prefeito eleito.

Com 100% das urnas apuradas, Duarte Jr (Republicanos) recebeu 44,47% dos votos válidos, contra 55,53% do adversário Eduardo Braide (PODE). No entanto, o crescimento percentual do republicano foi maior que do adversário.

O candidato do Podemos saiu de 37,81% no primeiro turno para 55,53% no segundo turno, representando um crescimento de 39,77%. Duarte, por sua vez, pulou de 22,15% no primeiro turno para 44,47% no segundo turno, registrando um crescimento de 91,01%.

Essa é mais uma prova de que Duarte perdeu a eleição, mas saiu vitorioso das urnas em São Luís. Aos 34 anos, o jovem deputado que se tornou a grande revelação deste pleito, ainda terá muitas eleições pela frente em sua trajetória politica, mas em sua segunda disputa nas urnas – a primeira foi a de deputado estadual em 2018 –, fez o que muitos não conseguiram fazer numa corrida majoritária: crescer mais que o dobro do eleito.

Eduardo Braide é eleito novo prefeito de São Luís

Eduardo Braide chegando na sessão de votação neste domingo (29) — Foto: Paulo Soares

Eduardo Braide, do Podemos, foi eleito prefeito de São Luís neste domingo (29), no segundo turno. O resultado saiu às 18h22, com 95,56% das urnas apuradas. Braide tinha 55,87% dos votos válidos, totalizando 260.886.

Braide venceu Duarte Júnior (Republicanos) e ficará no cargo de prefeito a partir de janeiro de 2021. Será o primeiro mandato de Braide como prefeito na capital e a vice dele será Esmênia Miranda (PSD).

A primeira parcial da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) saiu por volta das 17h45. A partir daí, foram cerca de 45 minutos até a confirmação da eleição de Eduardo Braide.

Por volta das 18h45, a apuração dos votos em São Luís foi concluída. Veja a votação de cada candidato:

  • Eduardo Braide (Podemos): 270.557 votos (55,53%)
  • Duarte Júnior (Republicanos): 216.665 votos (44,47%)

As abstenções em São Luís em 2020 somaram 25,85%, o que representaria 180.904 votos.

Durante a noite, Braide foi para o comitê de campanha e fez um discurso para uma multidão de apoiadores. Ele agradeceu os votos, o apoio da família, a vice-prefeita, e disse vai governar especialmente para aqueles que mais precisam

“Eu quero agradecer a minha família. Agradecer a meu pai, um homem de 70 anos, que foi atacado nesta eleição. Eu sempre disse, na campanha inteira, que meu compromisso é com vocês, é com o povo de São Luís. (…) Aqui quem ganhou foi o povo. Eu faço questão de dizer isso porque é para o povo que iremos governar, especialmente para aqueles que mais precisam. Nossos votos foram livres, votos de consciência, votos verdadeiros”, declarou Eduardo Braide.

Propostas durante a campanha

Durante a campanha, Eduardo Braide disse que pretende transformar São Luís em uma cidade humana, participativa, inteligente e sustentável. Suas propostas foram pontuadas em 19 eixos de trabalho em áreas como saúde, educação, cultura e turismo, mobilidade urbana, proteção animal, geração de emprego, renda e transporte público.

Para o transporte, por exemplo, Braide afirmou que aumentar o tempo do bilhete único, garantir a Guarda Municipal nos terminais e criar os ônibus expressos, que vão fazer viagens de terminais para terminais sem parada.

Na educação, o candidato afirmou que a prioridade é colocar para funcionar bem o que já existe. Prometeu reformar todas as escolas municipais, colocando água nos banheiros, arrumando os telhados, colocando internet e ar-condicionado nas salas de aula. Disse que fará as creches de tempo integral em São Luís e garantir atendimento médico e dentista para os alunos dentro das escolas.

Já na saúde, Eduardo Braide afirma que pretende criar as Clínicas da Família, que representa a a reforma da Atenção Básica do Município de São Luís. Além de prestar os atendimentos básicos, as clínicas terão oferta de exames laboratoriais, ultrassom, Raio-X e eletrocardiograma no mesmo local. Braide também se comprometeu a construir Unidades Básicas de Saúde, ampliar o número de equipes de Estratégia de Saúde da Família e Saúde Bucal; e criar o programa Ônibus da Saúde, efetivando atendimento móvel nas comunidades.

Sobre Eduardo Braide

Eduardo Braide nasceu em São Luís, tem 44 anos, é casado e pai de duas meninas e um menino. É formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão.

Braide já havia tentado ser prefeito em 2016, quando chegou ao segundo turno, mas perdeu por uma diferença apertada para Edivaldo Holanda Jr.

Na vida pública, Braide já foi presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), secretário municipal de Orçamento Participativo em São Luís, duas vezes deputado estadual e atualmente é deputado federal.

Análise: Duarte perdeu a eleição, mas saiu vitorioso das urnas em São Luís

Conversei ontem com o analista politico Fernando Bastos, diretor do Instituto Emet, sobre uma previsão de um possível resultado das eleições deste domingo (29), em São Luís. Apesar do instituto não ter registrado pesquisa neste segundo 2º turno, Fernando destacou que Braide poderia vencer com pouco mais de 10% de diferença, uma previsão que praticamente se confirmou nas urnas na noite de hoje. Foi, portanto, uma vitória já prevista.

No entanto, apesar da derrota para Eduardo Braide (Podemos) em São Luís, Duarte Jr (Republicanos) saiu da eleição fortalecido como nova liderança política, repetindo um feito que pertenceu ao próprio adversário em 2016.

A vitória do candidato do Republicanos não era muito difícil, prova disso foi a diferença de pouco mais de 53 mil votos contra o rival. O deputado Josimar de Maranhãozinho percebendo a possibilidade de lograr êxito, resolveu agir: chamou sua base, formada pelos partidos Patriota, Avante e PL, botou o bloco na rua e tentou resolver. No entanto, faltou um pouco mais de empenho do governador Flávio Dino (PCdoB) que entrou na campanha levando apenas desgaste sem a trazer a estrutura adequada e necessária.

O chefe do executivo estadual deu ‘murro’ na mesa, chamou secretários, pediu votos a deputados e presidentes de partidos, mas esqueceu o principal: não cobrou a fatura do prefeito Edivaldo, pelo apoio que deu em 2012 e em 2016. O silêncio do prefeito até poderia beneficiar Duarte, mas Braide percebeu isso e, oportunamente, soube aproveitar o debate da TV Mirante para direcionar os caminhos dos votos de seu quase antecessor, que  vinha se mantendo com a postura de ‘neutralidade’.

Apesar da derrota, Duarte entra definitivamente na cena politica estadual como um quadro progressista, que veio para ficar. Para alguns observadores, o político fala muito bem e traz uma moderação que está em consoante com expectativa que existe hoje de forma difusa na sociedade, prova disso que São Luís também espelhou esse momento.

A ideia de que as pessoas estão insatisfeitas com o bolsonarismo e, por outro lado, almejam líderes ou gestores dispostos ao diálogo, a sentar com os mais diversos pontos de vista para tentar costurar soluções políticas. Vejo essa habilidade tanto no Braide quanto no Duarte.

Mais ainda do que o número de votos, o processo eleitoral fez com que o republicano saísse maior do que entrou nas eleições. Além disso, a passagem de Duarte para o segundo turno já foi uma vitória, que fica ainda mais significativa quando o candidato perdura no segundo turno em sua campanha e consegue o resultado que teve, perdendo o comando do Palácio de La Ravardière por uma diferença de pouco mais de 53 mil votos para alguém que estava disputando a eleição consolidado com recall de 2016.

O caminho que Duarte tende a trilhar pode ser semelhante ao de Braide, basta aguardar e seguir passos da trajetória que o rival fez ao perder o pleito há quatros anos para o prefeito Edivaldo. Tudo é questão de tempo. Para isso, basta apenas aguardar para poder tentar resolver em 2024, quando estará com 38 anos, mais experiente e, provavelmente, um degrau a mais do que ocupa hoje.

Eleições 2020: confira as regras da Lei Seca em São Luís

Nesta sexta-feira (27), a Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC) divulgou Portaria nº. 1049/2020 – GAB/SSPMA. O documento proíbe a venda, o fornecimento e o consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica ou de substâncias semelhantes, em locais públicos ou de acesso público, no município de São Luís, em virtude do segundo turno das eleições municipais.

A medida passa a valer a partir das 00:00h até às 22:00h do domingo (29). A Superintendente Viviane Fontenelle desejou que o segundo turno possa acontecer da melhor maneira possível, sem nenhuma intercorrência e ressaltou ainda que os plantões centrais estarão funcionando normalmente para o atendimento da população.