As trapalhadas do secretário de Turismo no tresloucado governo de Eduardo Braide

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Saulo virou um ‘zagueiro’ jogando como ‘atacante’

O prefeito Eduardo Braide recebeu um atestado de confiança do povo de São Luís quando foi eleito para administrar a cidade por quatro anos. Acertou na dosagem, com suas mensagens durante a campanha e começa de forma tresloucada por conta da escolha de alguns de seus auxiliares.

Dentre esses erros, um dos mais gritantes se encontra exatamente na Secretaria de Turismo, conduzida pelo professor universitário Saulo Santos. Ali, as trapalhadas dão a tônica dessa história. Senão vejamos: enquanto todo o Maranhão mergulha em mais um pacote de medidas restritivas editadas pelo governador Flávio Dino e o próprio chefe do executivo municipal, o senhor Saulo se esmera em distribuir, a três por quatro, selos de qualidade a dezenas de empresas, sem saber, realmente, que critérios são adotados para a escolha e como medi-los em um mundo cada vez mais virtual.

A pandemia segue descontrolada em São Luís, mas a Setur mantém uma linha de ação à guisa de atrair turistas para a cidade. Se até barreiras sanitárias estão sendo instaladas em várias capitais, exatamente por conta do Covid-19, como conseguir essa façanha? É mais uma das tresloucadas iniciativas do incipiente governo municipal.

Braide começa errando e pode pagar um pesado ônus, caso não busque as correções de suas falhas. Todo mundo que atua na área turística sabe que a empresa responsável pela outorga desse selo de qualificação na área é a WTTC, de reconhecimento internacional. A Setur é um arremedo de empresa qualificadora, mas parecendo que empresários do ramo estariam participando de uma jogada fraudulenta.

As atitudes do secretário de Turismo são paralelas às reuniões que o prefeito Braide realiza, à guisa de consultar diversos segmentos, com vistas a adotar ações de combate à pandemia na capital do Maranhão. E isso soa como a mais pura demagogia, uma vez que em São Luís a rede hospitalar entrou em colapso, não havendo mais disponibilidade de leitos particulares de UTI, o que sobrecarrega em demasia o combalido sistema público de saúde e seus bravos profissionais.

Os diplomas acumulados pelo titular da pasta não dialogam com a necessidade da pasta, que precisa ter consciência da realidade da cidade, que é muito maior que a sala de aula da UFMA e dos seus projetos remotos de pesquisa. Não entende bulhufas do setor no que diz respeito ao executivo, tanto que saiu requentando projetos de outras gestões e apresentando como se fosse o pai da criança e não trazendo nada ou quase nada de novo ao que já era feito pela ex-secretária Socorro Araújo.

Nesse sentido, Saulo está como o astronauta Marcos Pontes convocado para ser o secretário executivo do Ministério da Ciência e da Tecnologia: viajando no espaço. A Setur é uma mata onde não sai coelho, uma vez que está faltando direcionamento lógico na pasta. E ainda há a informação de que a adjunta de Saulo Santos, Sabrina Martins, seria prima do prefeito Braide, para vigiar o rapaz que passou a perna no prefeito antes mesmo de assumir o cargo: saiu divulgando seu nome como o titular da pasta antes que o fato fosse oficialmente anunciado. Ou seja, com este selo, Saulo queima a largada pela segunda vez. Aliás, terceira vez já que o rapaz andou se envolvendo em polêmicas com a Secretaria de Cultura e Turismo por não ter agido com o profissionalismo adequado, se apropriando de informações e publicando como suas os dados de um trabalho do governo estadual.

Se é ruim errar, o péssimo é persistir no erro. O prefeito Eduardo Braide começa o jogo de forma totalmente equivocada, como um técnico de futebol convocando o zagueiro para atuar como atacante num final de campeonato.

As trapalhadas chegam a tanto na administração municipal, que não existe uma ação defensiva ao coronavírus nos próprios órgãos municipais, que continuam a se espremer em ambientes pouco higienizados e expostos à contaminação, porque são, em sua maioria usuários de transporte coletivo. Falta à atual gestão, uma ação coerente com a expectativa do povo que foi às urnas em outubro do ano passado para definir o seu dirigente. Braide seguiu Flávio Dino e mandou fechar os botquins da prefeitura – inclusive a Setur e o Museu da Gastronomia.

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