O ditado popular “ficar nas cordas” significa estar em uma situação muito difícil, sob forte pressão ou quase derrotado, sem ter para onde escapar. A expressão que tem origem no boxe descreve uma situação em que um lutador é pressionado pelo oponente contra as cordas do ringue, limitando seu espaço de movimentação e mobilidade.

Fora do esporte, o termo é amplamente usado no cotidiano, na política e nos negócios, e será usada pelo blog do Isaías Rocha para ilustrar a participação do candidato a governador Orleans Brandão (MDB) no debate realizada pela Band Maranhão em parceria com a Rádio Mais FM.

Por algum momento, a classe política, os resenheiros de plantão, os jornalistas e os principais candidatos ao governo do Maranhão acharam que seria simples “bater” no emedebista, apoiado pelo atual governador Carlos Brandão, em um debate. Era como se todos tivessem a certeza de que, apesar de ter o apoio de quem tem a caneta, ele estaria sempre nas cordas. Inexperiência em embates, juventude e cara de bom moço, alimentavam o imaginário do adversário totalmente vulnerável.

Não foi o que aconteceu. No primeiro encontro dos ‘governadoráveis’ maranhenses, Felipe Camarão (PT) e Roberto Rocha(PRTB), vistos como oponentes técnicos, perceberam de cara, logo na primeira resposta de Orleans, que ele não ficaria na defensiva. Foi para o front, atacou e subiu o tom.

Foi surpresa. Foi novidade. Para o candidato do MDB, uma demarcação importante sobre como estará na campanha que só está no começo. Quem esperava apenas nervosismo, insegurança e incapacidade de reação teve que rever o conceito.

Não há dúvida que o comportamento dele naquele momento fez com que os adversários mudassem de rota. Orleans, que está participando de sua primeira disputa, mostrou que, de fato, não vai recuar. Mas, passado o efeito surpresa, os adversários entenderam que precisarão reavaliar suas estratégias para explorar fraquezas nos próximos confrontos.

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