A defesa do deputado federal André Fufuca (PP), candidato ao Senado pelo Maranhão, desistiu da ação que movia contra o jornalista Ed Wilson Araújo após uma publicação sobre termo ‘fufucar’, criado pelo parlamentar, para representar um ato de trabalhar arduamente, buscar resultados, transformar e atrair investimentos.

Em seu artigo de opinião, Ed Wilson frisou que ideia por trás do verbo fufucarapesar de não constar na Gramática, pode ser utilizada para descrevemudança de lado, traição, aliança com quem está no poder para obter vantagens, negar o próprio discurso e sempre criar situações qutragam benefício próprio.

Antes da desistência, o desembargador José Nilo Ribeiro Filho, atuando como auxiliar no TRE-MA, negou um pedido liminar, alegando que, naquele momento, os documentos apresentados não demonstravam uma falsidade evidente que justificasse a remoção do conteúdo.

Além disso, o magistrado também destacou que críticas políticas, mesmo “ácidas e contundentes”, estão, em princípio, protegidas pelas liberdades de expressão e informação. Eis a íntegra da decisão (PDF – 633 KB)

Após a negativa da liminar, a defesa do parlamentar decidiu desistir da ação. Procurado pelo blog do Isaías Rocha, assessores do candidato apenas confirmaram a desistência e alegaram que a medida não representa reconhecimento da improcedência da representação e nem renúncia ao direito discutido. Eis a íntegra do pedido (PDF – 34 KB)

Quem é o jornalista?

Ed Wilson Ferreira Araújo possui doutorado em Comunicação pela PUCRS, além de graduação em Jornalismo e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Ele atua como presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Maranhão (Abraço-MA) e integra a Agência Tambor.

Principais premiações

O jornalista e professor alcançou o primeiro lugar no Prêmio MPMA de Jornalismo na categoria de webjornalismo, entre 2019 e 2023, com as seguintes reportagens:

Em 2019, foi premiado com a matéria “Pirataria francesa: Polícia Civil apreende objetos históricos furtados de comunidades quilombolas no Maranhão”, sobre a retirada ilegal de material arqueológico em Bacuri.

Em 2023, venceu em primeiro lugar (empatado) com a reportagem “A diáspora dos indígenas venezuelanos warao: dos caños aos semáforos”, publicada em seu blog em outubro daquele ano. O trabalho aborda a situação de vulnerabilidade dos refugiados da etnia warao em São Luís e região.

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