“Falta de conhecimento técnico”, diz diretor do Emet em “dura” resposta ao deputado Yglésio

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Fernando Bastos revelou que o parlamentar, que é pré-candidato a prefeito, não entende nada de estatística e nem de legislação eleitoral. “Vamos divulgar a verdade doa a quem doer”, destacou.

O administrador Fernando Bastos, diretor do Emet – Instituto Comércio e Consultoria reagiu com dureza ao pronunciamento do deputado estadual Yglésio Moyses, presidente da executiva do PROS em São Luís, que utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para criticar a forma como o questionário foi montado pelo instituto numa pesquisa registrada sob o número MA-04866/2020, com a aplicação entre os dias 10 e 14 de agosto.

Yglésio disse que “alguns nomes de pré-candidatos depois do ‘não sei e nenhum’, demonstra a total falta de critério na pesquisa”. O discurso foi realizado na manhã desta quarta-feira (12).

Em resposta ao parlamentar que é pré-candidato a prefeito na capital, Fernando Bastos disse que Yglésio não entende nada de estatística e nem de legislação eleitoral.

Segundo ele, embora o questionário registrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresente três pré-candidatos após as opções “não sei” e “nenhum”, o sistema do instituto, durante as entrevistas, organiza os nomes alfabeticamente.

“O nosso sistema coloca, automaticamente, em ordem alfabética [os nomes dos pré-candidatos]. Nossa coleta é feita por meio de dispositivos eletrônicos. O deputado deve ter consultado no site do TSE, onde é registrada a pesquisa, e lá se copia e se lança. O questionário é enviado, mas isso não quer dizer que o questionário vai ser executado daquele jeito”, argumentou.

Bastos também comentou a respeito do mix de atividades econômicas do Emet. Ele afirmou que, até o momento, o instituto nunca atuou ou forneceu produto ou serviço a não ser pesquisa de opinião pública.

“Mas, independente disto, a nossa legislação permite que uma empresa exerça várias atividades. Não há ilícito nenhum em uma empresa exercer várias atividades. O próprio Yglésio, quando foi gestor público [diretor-geral do Socorrão I, em São Luís], contratou pelo menos 10 empresas que tinham várias atividades além das que ele contratou. O que me parece é que ele está tentando desacreditar uma pesquisa que sequer foi publicada. Ele pode tentar o que quiser judicialmente, nós vamos responder e não tenho dúvida de nossa vitória”, respondeu, justificando ainda que a atividade varejista de armas e munições se deu porque ele, como atleta e competidor, pretende montar um clube de tiro. “Eu eu já deixo ali a empresa pronta, neste sentido, e não vejo problema. Não há ilegalidade”.

“FALTA DE CONHECIMENTO TÉCNICO”

Visando apresentar sua versão das informações repassadas pela assessoria do parlamentar, diretor do Emet gravou áudios respondendo alguns questionamentos do editor do blog.

Existe alguma irregularidade no questionário apresentado à Justiça Eleitoral?

O deputado criticou as diversas atividades registradas pelo Emet na Receita Federal, inclusive comércio varejista de armas e munições. O que você tem a dizer em relação a essa situação?

O Emet atua desde março de 2019. Nesse período, a empresa já prestou serviço em alguma outra das diversas atividades econômicas registradas ou somente em pesquisas de opinião pública?

 

ESTATICISTA PREMIADA
A doutora Kalline Fabiana Silveira, graduada em Ciências Climáticas (doutorado) e Estatística (mestrado) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é responsável pelo Departamento de Estatística, Pesquisas de Mercado, Consumo e Intenção de voto do Emet. A estaticista ganhou dois prêmios por 100% de acerto nas pesquisas que realiza.

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