A investigação sobre a morte de Jerder Pereira da Cruz, de 35 anos, foi vítima de linchamento no bairro Novo Horizonte, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, continua aberta. Em manifestação 26 de agosto de 2026, o Ministério Público do Maranhão, por meio da promotora de Justiça Nahyma Ribeiro Abas, devolveu os autos à autoridade policial para o cumprimento de medidas consideradas necessárias ao esclarecimento de pontos ainda pendentes do caso.

As diligências buscam apurar a autoria do crime, até então indeterminada, e qualificar os integrantes do grupo, que ainda não foram identificados de forma suficiente para o oferecimento da denúncia. Entre as medidas solicitadas, destacam-se a qualificação dos indivíduos identificados nas mídias, com ênfase no autor do arremesso do artefato, bem como a captação de registros adicionais e a condução de novos depoimentos.

De acordo com informações obtidas pelo blog do Isaías Rocha, o juiz Frederico Feitosa de Oliveira atendeu ao pedido do Ministério Público e prorrogou o inquérito da Polícia Civil por mais 90 dias. O magistrado destacou que as provas atuais indicam morte violenta e que novas investigações são essenciais para identificar o autor do crime.

O advogado Neto Cruz, assistente de acusação da família, pontua que, apesar de o Parquet alegar pontos pendentes de esclarecimento, é inaceitavel que o processo arrasta-se há quase dois anos ainda sem uma conclusão definitiva.

Para o advogado Neto Cruz, assistente de acusação da família, é inaceitável que o processo se arraste há quase dois anos sem conclusão, apesar de o Parquet alegar pontos pendentes de esclarecimento sobre o caso.  “A questão central é objetiva: se a Polícia Civil já havia identificado quatro suspeitos, apontado fortes indícios de participação e pedido suas prisões preventivas, por que a autoria do crime continuava registrada como “a apurar” quase um ano depois?”, questionou.

Em contato com o blog, o causídico explicou que não se trata de antecipar a culpa de ninguém, mas sim de exigir uma resposta definitiva da investigação, que já se arrasta por quase dois anos desde a morte de Jerder. “Como é que o caderno investigativo deixa em aberto perguntas cirúrgicas para a busca da verdade: se o inquérito confirmou o linchamento e responsabilizou quatro envolvidos, falta dizer quem foi ou foram os autores pelo crime?”, concluiu.

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