‘Nomeação’ de Capelli como chefe da Secom no Maranhão foi publicada apenas em blogs

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O jornalista paulista Ricardo Cappelli, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), trabalha arduamente nos bastidores político para trocar de função no governo Flávio Dino (PCdoB).

Segundo o blog apurou, Cappelli que é titular da insiginificante Secretaria de Representação Institucional do Governo do Maranhão em Brasília (Rebras), sonha com uma possivel indicação para assumir a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), que com o desmembramento da Secretaria de Comunicação e Articulação Política (Secap), terá novas atribuições.

Como o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior(PCdoB) assumiu o comando da Secretaria de Estado de Articulação das Políticas Públicas (SEPP), Cappeli já se movimenta nos bastidores. Isso, por exemplo, ficou visível nas postagens sobre sua ‘nomeação’ que vem sendo publicadas em blogs locais e nacionais dando como certa a ida do jornalista paulista para o cargo.

Fazendo parte da equipe do governador Flávio Dino desde 2015, e exercendo atualmente a Representação do Governo em Brasilia, Capelli possui perfil idêntico a outros do entorno do chefe do executivo estadual, ou seja, profissionais naturais de outros estados, competentes, com forte elo de amizade com representantes da imprensa nacional, porém, com pouco ou quase nenhum entrosamento com a mídia local, fator este que tem funcionado como complicador para a gestão comunista.

Depois que a ‘nomeação’ foi tornada pública, profissionais locais apostam em um novo fracasso, já que a primeira lição precisa ser feita dentro de casa e, em seguida, esse trabalho precisa ser realizado fora dos limites territoriais maranhenses e não o inverso.

Ao insistir com a nomeação do ‘forasteiro’, o próprio Flávio Dino pode colocar em risco todo um processo político de poder para 2022, semelhante, ao que aconteceu na eleição municipal em 2020, já que o fraco desempenho dos candidatos do consórcio formado pelos partidos da base governista, em especial o do próprio partido comunista na disputa, que amargou um pífio quarto lugar, foi atribuído exatamente a política de comunicação e marketing que foi adotada, com os “cabeças” da equipe trabalhando à distância e sem nenhum alinhamento com a imprensa maranhense, principal responsável pelo desempenho de um ou outro candidato seja qual for a disputa: governo ou prefeitura.

Se Flávio Dino quiser insistir com uma candidatura presidencial, Capelli seria a melhor opção, mas se o governador tiver pensando em eleger o sucessor, pode ser que o ‘nomeado’ para a Secom não tenha tempo para se entrosar com a mídia local, pois não custa lembrar que o chefe do executivo estadual deve deixar o cargo até abril do ano que vem.

Ocorre, entretanto, que os potenciais adversários do comunista que devem se ‘rebelar’ até o mês de dezembro deste ano comemoraram a ida de Capelli para Secom. Talvez, por isso, assessores do próprio senador Weverton já dão como certa sua nomeação, mas esse é um assunto para a próxima matéria.

QUEM É ELE?

O paulista Ricardo Capelli nasceu em 1972. Filiado ao PCdoB, presidiu a UNE de 1997 a 1999. Foi o responsável por trazer o então presidente de Cuba, Fidel Castro, para o 46o Congresso da UNE, realizado em 1999, no Mineirinho, em Belo Horizonte. Em seu mandato, a UNE realizou a primeira Bienal de Cultura e Arte, em Salvador, em 1999.

Foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Nova Iguaçu e, desde 2009, integra o Ministério do Esporte.

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