PGR (Procuradoria-Geral da República) considerou “precipitadas” as buscas contra o advogado Willer Tomaz de Souza e familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foram alvos da Operação Sem Desconto, da PF (Polícia Federal), na terça-feira (4).

O parecer argumenta que a análise das quebras dos sigilos bancário e fiscal seria suficiente para o avanço da investigação sobre lavagem de dinheiro no âmbito do inquérito que apura descontos irregulares de aposentados e pensionistas do INSS.

No documento, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirma que medidas cautelares de natureza ostensiva, como buscas e apreensões, “parecem precipitadas” nesta fase da investigação, uma vez que se tornam conhecidas dos investigados e costumam ser expostas ao domínio público.

Segundo ele, as informações obtidas com as quebras de sigilo poderão confirmar, com a consistência necessária, a origem dos recursos movimentados, as conexões financeiras entre os investigados e eventual incompatibilidade patrimonial.

“Ainda que o conjunto de indícios até o momento colhido desenhe um quadro verossímil de eventos, as quebras de sigilo servirão para confirmar, com a consistência necessária, a origem dos recursos movimentados pelos investigados, as conexões financeiras entre si estabelecidas e o possível descompasso patrimonial”, cita o parecer da PGR.