O caso da criança autista de cinco anos que sofreu uma grave fratura no braço após episódio ocorrido durante atendimento na Clínica Le Petit, em São Luís, entra agora em um momento decisivo. Depois da repercussão, das oitivas realizadas e da apresentação de documentos médicos relacionados à lesão, a família aguarda a manifestação do Ministério Público do Maranhão sobre quais providências poderão ser adotadas.

O caso está sob análise da promotora de Justiça Carla Mendes Pereira Alencar, da 48ª Promotoria de Justiça Especializada do Termo Judiciário de São Luís. A identificação da promotoria aumenta naturalmente a expectativa da família por uma resposta institucional, especialmente diante da gravidade do episódio e da condição da criança, que é autista e não verbal e, portanto, não consegue relatar diretamente o que teria ocorrido durante o atendimento.

A documentação médica já apresentada dimensiona a gravidade do que aconteceu: a criança sofreu fratura no braço, precisou ser internada, submetida a cirurgia ortopédica, imobilização e utilização de fios metálicos. Mas uma pergunta continua no centro do caso: afinal, como essa lesão aconteceu? É justamente para ajudar a responder essa questão que depoimentos, prontuários, documentos e eventuais registros de imagens assumem papel fundamental.

A família diz confiar na atuação do Ministério Público e evita antecipar qualquer conclusão sobre responsabilidades. Ao mesmo tempo, diante da repercussão alcançada pelo episódio, cresce a expectativa por uma manifestação da Promotoria. Não se cobra uma decisão previamente definida, mas uma resposta institucional que permita à família compreender qual será o caminho dado ao caso e se haverá necessidade de novas diligências ou providências.

Agora, a atenção se volta para a 48ª Promotoria de Justiça Especializada e para a análise da promotora Carla Mendes Pereira Alencar. Para uma família que busca respostas sobre uma lesão grave sofrida por uma criança que não consegue verbalizar o que aconteceu, cada dia de espera aumenta a angústia. O caso ganhou repercussão, chegou às instituições e permanece com uma pergunta ainda sem resposta definitiva: o que aconteceu naquele atendimento?

A família segue aguardando. E, neste momento, a palavra está com o Ministério Público.

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