O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, titular da 2ª Vara de Pedreiras/MA, negou na última quinta-feira (10) um pedido da defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), para suspender o ato que enviou o réu para ser julgado pelo povo no Tribunal do Júri, no caso envolvendo o assassinato policial militar Geidson Thiago da Silva Santos, de 39 anos.
Os advogados apresentaram algumas alegações com o objetivo de interromper o processo. No entanto, o juiz permitiu que o recurso conhecido como Recurso em Sentido Estrito (RESE) prosseguisse apenas no efeito devolutivo. Isso significa que a decisão contestada permanece válida e continua produzindo seus efeitos de imediato, sem que o pedido da defesa tenha a capacidade de suspender sua execução.
João Vitor, sobrinho do ex-prefeito Erlanio Xavier (PDT), que é candidato a deputado federal nas eleições de 2026, confessou ser o autor do assassinato do policial militar Geidson Santos. O crime ocorreu na noite de 6 de julho de 2025, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale (MA). O conflito teve início quando o policial solicitou ao prefeito que diminuísse a intensidade dos faróis do carro, pois estavam incomodando as pessoas presentes no evento.
Um dos vídeos obtidos pela polícia mostra um homem, que seria o mandatário municipal, indo até um carro preto, onde parece pegar um objeto. Em seguida, ele anda em direção a um grupo de pessoas, onde há uma aglomeração e, por fim, corre de volta ao veículo e vai embora.
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Juri 0803766-45.2025.8.10.0051
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