Vereadores rejeitam oposição a Braide e reforçam tese de desprestígio do governo Flávio Dino

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Um dia depois do vereador Beto Castro (Avante) negar o título de “oposição”, nesta terça-feira (23), foi à vez do vereador Astro de Ogum (PCdoB), usar o pequeno expediente para falar, dentre outros temas, da postura dos blocos parlamentares.

Durante pronunciamento, Astro que é decano com seis mandados ininterruptos, deu a entender que não deve fazer “oposição sistemática” ao prefeito Eduardo Braide (Podemos) e afirmou que aceitou participar de bloco para ajudar a resolver os problemas da sociedade.

“Espero não vê implantado na política pública partidária, a Santa Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício ou ainda, um Coliseu de Roma de forma invisível. Torço para que os blocos que aqui foram criados sejam uma forma contemporânea de resolver os problemas da sociedade”, disse.

Tanto Beto quanto Astro reforçaram uma tese do blog sobre o desprestígio do governador Flávio Dino (PCdoB) à sua principal base na Câmara de São Luís formada hoje por 16 dos 31 vereadores, mas liderada principalmente, pelo bloco “União por São Luís”, composto por 10 integrantes.

Na última sexta-feira (19), destaquei que o secretário Márcio Jerry frustrou aliados e acabou fracassando na tentativa de fazer frente à Braide na capital maranhense. Mostrei que o cenário administrativo conturbado na administração municipal poderia ser o ideal para que o comunismo avançasse na capital, entretanto, a pouca ou quase nenhuma habilidade do governador de trabalhar o lado político e coletivo, poderia fazer o projeto de poder afundar antes mesmo de 2022.

A resposta dos aliados no Legislativo municipal veio muito antes do que muitos poderiam imaginar. Sem estrutura e em meio ao “blá blá blá” e “tapinha no ombro”, eis que muitos parlamentares que integram o projeto do governador no Palácio Pedro Neiva de Santana rejeitaram ser de oposição. Alguns deles lembram, inclusive, que o ex-vereador Fábio Câmara só conseguiu desempenhar um excelente papel na oposição porque tinha a estrutura da saúde nas mãos, quando a pasta estava sob o comando do ex-secretário Ricardo Murad.

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