
O número de pesquisas eleitorais no Maranhão atingiu a marca de 122 levantamentos entre 1º de janeiro e o dia 22 de setembro deste ano, segundo dados obtidos pelo blog do Isaías Rocha junto ao PesqEle – sistema oficial desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro e a consulta de pesquisas de opinião pública relativas às eleições.
O volume representa um crescimento de 22% em comparação com as eleições de 2022, quando foram registradas 100 sondagens. A quantidade de levantamentos produzidos no território maranhense supera o volume registrado em grandes colégios eleitorais do país, como São Paulo (82), Rio de Janeiro (55), Minas Gerais (66) e Bahia (38).
No cenário nordestino, o Maranhão fica atrás apenas do Piauí, que lidera isoladamente em consultas de opinião pública, acumulando impressionantes 150 pesquisas eleitorais até agora. Em seguida, aparecem o Rio Grande do Norte (104), Sergipe (88), Paraíba (82) e Pernambuco (78), Ceará (45) e Alagoas (43). Apesar de ser o maior colégio eleitoral da região, a Bahia somou apenas 38 registros.
Para se ter uma ideia do alto volume estudos de amostragem eleitoral no Maranhão, entre maio e setembro de 2022 foram registrados 81 levantamentos. No mesmo período de 2026, o número chega a 113 — uma alta de 39,51%.
O cenário de elevação no número de pesquisas também ajuda a explicar as oscilações nos valores de intenção de voto na disputa pelo Governo do Maranhão. Cinco pesquisas divulgadas na última semana mostram percentuais variados entre os principais candidatos a governador: Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB).
A diferença entre as pesquisas mais recentes e os levantamentos anteriores reforça a dificuldade de estabelecer, neste momento, uma fotografia única da disputa. O revezamento na liderança entre Braide e Orleans, da variação nas intenções de voto do emedebista e da estabilidade relativa ao pessedista mantém a disputa pelo Palácio dos Leões como um dos cenários mais imprevisíveis da eleição estadual.
Raio-X das pesquisas no Maranhão
122 levantamentos: total de pesquisas registradas na Justiça Eleitoral entre 1º de janeiro e 22 de setembro.
Alta de 22%: crescimento na quantidade de sondagens em comparação com o pleito de 2022 (100 registros).
R$ 2,1 milhões: custo total acumulado declarado para a realização dos estudos no estado.
Destaque nacional: o volume de pesquisas fez com que o Maranhão superasse praças maiores como São Paulo (82), Rio de Janeiro (55), Minas Gerais (66) e Bahia (38).
Pico em setembro: mês com maior concentração de registros (73).
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